A pecuarista Maria da Conceição Lobato da Silva, de 52 anos, reclama de dificuldade de acesso à sua residência, após ter sido retirada da Linha K, no Setor Capitão Sílvio, quilômetro 136 da BR-364, em Rondônia. Segundo a moradora atingida pela área de interferência da Usina de Jirau, a 140 quilômetros de Porto Velho, a concessionária responsabilizou-se por dar acessibilidade e fornecer energia elétrica até seu novo endereço, na parte mais alta da região. Com o nível mais alto do rio, a água já invadiu a estrada que dá acesso à residência.
“No dia 24 de março, fui obrigada a esperar das 10h até às 17h para conseguir chegar em casa. Tinha muita água e não havia condições de atravessar. Nem com trator conseguimos passar”, reclama Maria. De acordo com a moradora, antes da mudança, a família não havia enfrentado problemas com alagamentos.
Segundo a pecuarista, os motivos apresentados pela concessionária para retirá-la do local onde morava há 16 anos, não se confirmaram. A região seria inundada pelas águas do Rio Madeira, mas isso não aconteceu. “Lá eu consigo chegar tranquilamente, mas aqui onde fui realocada, não consigo chegar. A estrada está horrível, cheia de lama, água por todos os lados. Está difícil”, enfatiza.
A desapropriação de Maria da Conceição aconteceu em julho de 2012. Mas, como o acordo não foi cumprido, em dezembro do mesmo ano, a moradora recorreu à Justiça solicitando indenização total pela desapropriação. "Agora tenho que esperar a usina de posicionar. Eles me disseram que como entrei na Justiça, temos que esperar todo o processo", diz.
Ao G1, a empresa afirmou que não irá se manifestar sobre o caso.

